Nunca tive
nada contra
saudar nossos irmãos com o ósculo santo, pois penso que isso feito de uma forma
sincera é um ato de amor cristão. O que sempre me incomodou é o fato de nossos
irmãos da CCB, sempre criticarem as demais denominações por não utilizarem esta
prática, o que sabemos era e continua sendo um costume de alguns povos.
Eu sempre comentei que em minha opinião, o ósculo santo não
deveria estar restrito ao culto, e que deveria ser praticado em todos os
lugares, mas os irmãos alegam que seríamos motivo de escândalo para o mundo e
por isso o praticamos apenas na igreja ou em nossas casas, após as orações.
Por outro lado, não vejo nada de errado em NÃO praticar este rito.
Observem o texto abaixo:
A CCB diz:
O ósculo santo deve ser dado de coração, na despedida do serviço ou em caso de
viagem, todavia sempre entre irmãos ou irmãs de per si”.
Comentário: A CCB desafia as igrejas evangélicas, dizendo que
somente eles obedecem completamente a Bíblia, porque praticam o ósculo santo
(entre outras coisas). Todavia, eles criaram um tipo de saudação peculiar,
diferente do ósculo santo bíblico.
A Bíblia diz – A Bíblia ensina que: O ósculo santo, por ser
santo, pode ser dado sem distinção de sexo (Romanos 16:15-16; Gálatas 3:28). O ósculo santo não era dado “só no fim do
culto” ou em “caso de viagem” como acontece na CCB, mas era uma saudação
oriental comum naquela época, e era dado em qualquer lugar e nas mais diversas
ocasiões (Gênesis 27:27, 29:11; I Samuel 20:41; Lucas 7:38-45, 15:20; Atos
20:37; etc) Se formos seguir o raciocínio da CCB, deveríamos também praticar o
lava-pés (João 13:1-14; I Timóteo 5:10), mas tanto no caso do lava-pés como do
ósculo santo, tratam-se de costumes de raízes orientais( Lucas 7:44-45), nos
quais devemos observar os princípios que eles nos ensinam – o lava-pés,a
humildade; o ósculo santo, o amor fraternal(I Pedro 5:5; Hebreus 13:1).
Se os apóstolos quisessem que o ósculo santo fosse incorporado
como doutrina, eles teriam dito o ósculo santo, assim como falamos do batismo
ou da ceia.
Quando mencionado em algumas epístolas, o
ósculo santo é apenas uma referência afetuosa sem caráter ordenatório, tendo o
mesmo sentido de uma saudação nossa, quando, por exemplo, escrevemos as pessoas
íntimas e pedimos para dar beijos nas crianças e um abraço neste ou naquele,
por isso é mencionado sempre nas seções de despedidas de algumas cartas. (I
Coríntios 16:20-21; II Timóteo 4:19; Filemom 23).