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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sou desviado e cego

Vou registrar a última que escutei esta semana, pois no futuro pode ser útil:

Primeiro, que o pior crente é o que não enxerga, mas que na verdade só enxerga coisas ruins. Disseram que só enxerguei as coisas ruins da CCB e não vi as boas.

Segunndo, que muitos estão numa bifurcação e estão saindo do caminho e nós, eu e minha esposa, seríamos este tipo de caso, estamos saindo do "caminho".

Dá-me paciência e sabedoria, Senhor...

sábado, 26 de abril de 2014

A ignorância continua...

Acabei de ouvir o seguinte, de uma irmã muito próxima, que é uma crente maravilhosa.

Ela comentou que ficou muito triste e até brava, dias atrás, quando um conhecido cooperador de jovens (A), durante uma pregação, disse que não devemos comemorar o dia dos pais nem o dia das mães, pois isso é culto aos demônios. Haviam várias pessoas visitando a igreja e com certeza saíram sem entender o motivo desta afirmação. 

Graças ao bom DEUS, estou livre disso!

domingo, 19 de janeiro de 2014

O ensino do beijo ritualístico como “ósculo santo”



Nunca tive nada contra saudar nossos irmãos com o ósculo santo, pois penso que isso feito de uma forma sincera é um ato de amor cristão. O que sempre me incomodou é o fato de nossos irmãos da CCB, sempre criticarem as demais denominações por não utilizarem esta prática, o que sabemos era e continua sendo um costume de alguns povos.

Eu sempre comentei que em minha opinião, o ósculo santo não deveria estar restrito ao culto, e que deveria ser praticado em todos os lugares, mas os irmãos alegam que seríamos motivo de escândalo para o mundo e por isso o praticamos apenas na igreja ou em nossas casas, após as orações.

Por outro lado, não vejo nada de errado em NÃO praticar este rito. Observem o texto abaixo:


A CCB diz: O ósculo santo deve ser dado de coração, na despedida do serviço ou em caso de viagem, todavia sempre entre irmãos ou irmãs de per si”. 
Comentário: A CCB desafia as igrejas evangélicas, dizendo que somente eles obedecem completamente a Bíblia, porque praticam o ósculo santo (entre outras coisas). Todavia, eles criaram um tipo de saudação peculiar, diferente do ósculo santo bíblico.
A Bíblia diz – A Bíblia ensina que: O ósculo santo, por ser santo, pode ser dado sem distinção de sexo (Romanos 16:15-16; Gálatas 3:28). O ósculo santo não era dado “só no fim do culto” ou em “caso de viagem” como acontece na CCB, mas era uma saudação oriental comum naquela época, e era dado em qualquer lugar e nas mais diversas ocasiões (Gênesis 27:27, 29:11; I Samuel 20:41; Lucas 7:38-45, 15:20; Atos 20:37; etc) Se formos seguir o raciocínio da CCB, deveríamos também praticar o lava-pés (João 13:1-14; I Timóteo 5:10), mas tanto no caso do lava-pés como do ósculo santo, tratam-se de costumes de raízes orientais( Lucas 7:44-45), nos quais devemos observar os princípios que eles nos ensinam – o lava-pés,a humildade; o ósculo santo, o amor fraternal(I Pedro 5:5; Hebreus 13:1).
Se os apóstolos quisessem que o ósculo santo fosse incorporado como doutrina, eles teriam dito o ósculo santo, assim como falamos do batismo ou da ceia.



Quando mencionado em algumas epístolas, o ósculo santo é apenas uma referência afetuosa sem caráter ordenatório, tendo o mesmo sentido de uma saudação nossa, quando, por exemplo, escrevemos as pessoas íntimas e pedimos para dar beijos nas crianças e um abraço neste ou naquele, por isso é mencionado sempre nas seções de despedidas de algumas cartas. (I Coríntios 16:20-21; II Timóteo 4:19; Filemom 23).

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um mundo sem privacidade



Em um universo não muito distante, cultivar segredos será 'ter algo a esconder', 'compartilhar' será um sinal de altruísmo
16 de outubro de 2013 | 2h 10

JOE NOCERA, THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo
No seu excelente e profético livro 1984, George Orwell expôs sua visão do que seria o totalitarismo levado ao extremo. O governo - na forma do Big Brother - vê tudo e sabe tudo. O Partido reescreve o passado e controla o presente. Dissidentes surgem na TV de modo que podem ser denunciados pela população. E o Ministério da Verdade difunde três slogans do Partido: "Guerra é paz", "Liberdade é escravidão" e "Ignorância é força".
O novo romance de Dave Eggers, The Circle (O Círculo) também traz três slogans orwellianos curtos e embora eu não saiba se ele escreveu O Círculo tendo 1984 como modelo, acho que seu livro pode também se tornar profético.
O tema de Eggers é como seria a perda de privacidade quando levada ao extremo. Seu foco não é o governo, mas as empresas de tecnologia que invadem nossa vida privada diariamente. O Círculo a que se refere é uma companhia do Vale do Silício, um híbrido malévolo de Google, Twitter e Facebook, cujas culturas - as dádivas, a dependência do trabalho, as amizades falsas - Eggers capta com um apenas leve exagero.
O Círculo tem enorme poder porque tornou-se a principal porta para a internet. Graças ao seu quase monopólio, consegue reunir volumes de dados sobre qualquer pessoa que usa seus serviços - e de muitas que não usam - dados que lhe permitem rastrear a vida de qualquer um em minutos. Isso começou com a instalação de pequenas câmeras ocultas em diversos lugares - para reduzir o crime, seus líderes insistem.
O Círculo pretende colocar chips em crianças para evitar sequestros. Insiste para os governos serem transparentes, o que significa que os legisladores devem usar uma minúscula câmera que permita ao mundo acompanhar seus movimentos. Afinal, os parlamentares que se recusam a ser mantidos sob suspeita devem estar ocultando alguma coisa.
Naturalmente, ninguém que trabalha para O Círculo acha que o que está fazendo é nefasto. Pelo contrário, são visionários cujo único objetivo é benigno: tornar o mundo um lugar melhor.
"Estamos no princípio do Segundo Iluminismo", diz um dos fundadores do Círculo num discurso para funcionários. O Círculo acredita que, se conseguir eliminar o segredo, as pessoas serão obrigadas a se tornarem seres melhores o tempo todo.
Naturalmente, o Círculo encontrou múltiplas maneiras para transformar os dados coletados em dinheiro. As desvantagens da perda de privacidade são para os executivos "insignificantes".
É essa a visão do futuro distante? Naturalmente é - embora não mais do que 1984. O Círculo imagina aonde poderemos chegar se não começarmos a prestar atenção aos fatos. Com efeito, o que surpreende é o quão longe já seguimos nesse caminho.
Graças a Edward Snowden, sabemos que a Agência Nacional de Segurança (NSA) tem capacidade para ler nossos e-mails e ouvir nossos telefonemas. Google nos exibe anúncios com base nas palavras que usamos e em nossas contas do Gmail. Na semana passada, o Facebook, que tem, no conceito orwelliano, um diretor executivo de privacidade - eliminou uma ferramenta de confidencialidade para que qualquer usuário da rede social possa buscar qualquer outro usuário. No dia seguinte, Google anunciou um plano que lhe permitirá utilizar palavras e imagens dos usuários em anúncios de produtos que eles apreciam - informações que Google conhece porque, bem, Google sabe tudo.
Embora não estejamos ainda no território esboçado por Egger, estamos chegando perto. Não tenho conta nem no Facebook e nem no Twitter, mas de vez em quando recebo um e-mail de um ou outro dizendo que determinada pessoa aguarda que eu me junte a ela na mídia social. E com frequência ele seleciona como meus "amigos" potenciais pessoas das quais jamais fui colega, mas posso ter me encontrado rapidamente em algum momento. Acho repugnante o fato de as companhias saberem que eu conheço essas pessoas.
"Se você tem alguma coisa que não quer que alguém saiba", disse certa vez Eric Schmidt, ex-diretor executivo da Google, "talvez nem devesse tê-la em primeiro lugar". Esse é o raciocínio que poderá um dia nos custar o derradeiro fragmento de privacidade.
No caso de estar se perguntando, eis os três slogans de O Círculo: "Compartilhar é se preocupar com o outro", "Segredos são mentiras" e "Privacidade é roubo". / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
É JORNALISTA